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OS ATRIBUTOS DE DEUS

 

 

 

 

 

 

 

  

 


MCD - REBELIÃO E SOBERANIA
MCD - REBELIÃO E SOBERANIA

Rebelião e Soberania

 O Rei Ungido e o Chamado à Submissão

O Salmo 2 é uma poderosa declaração da soberania de Deus e de Seu Ungido sobre toda a criação. Ele revela o contraste entre a rebelião das nações e a autoridade inabalável do Senhor, oferecendo uma visão profunda do reinado de Cristo e do chamado à submissão e adoração a Ele. Neste momento com Deus, vamos mergulhar nas palavras deste Salmo, refletindo sobre o que as Escrituras ensinam e sobre as riquezas trazidas pelos comentários de Charles Spurgeon, permitindo que nossos corações sejam impactados pela majestade de Deus.

O Salmo inicia com uma pergunta desafiadora: “Por que se amotinam as nações e os povos tramam em vão?” (Salmos 2:1). Spurgeon observa que esse amotinar é a tentativa inútil do homem de se opor a Deus, um esforço fútil que só revela a insensatez da rebeldia humana. As nações, guiadas por governantes arrogantes, rejeitam o senhorio de Deus e tramam planos contra o Seu Ungido, mas tudo isso é em vão. Essa rebelião reflete o coração humano decaído, que busca autonomia longe do Criador.

No entanto, o Salmo não apresenta Deus como alarmado ou ameaçado. Pelo contrário, o Senhor se assenta nos céus e ri: “Aquele que habita nos céus se rirá; o Senhor zombará deles” (Salmos 2:4). Spurgeon destaca que o riso de Deus não é de alegria, mas de desprezo pela impotência dos esforços humanos contra a Sua vontade. Ele é soberano, e nenhuma conspiração, por maior que pareça, pode alterar Seus planos eternos.

A resposta de Deus à rebelião é clara: Eu já constituí o meu Rei sobre o meu santo monte Sião” (Salmos 2:6). Spurgeon afirma que esta declaração aponta diretamente para Cristo, o Rei dos reis, que governa com justiça e poder. Ele é o Ungido de Deus, o Messias prometido, que reina soberano sobre toda a terra. O decreto do Senhor é imutável, e o reinado de Cristo é inabalável.

O Salmo também contém um convite e uma advertência: “Beijai o Filho, para que ele não se ire, e pereçais no caminho; quando em breve se inflamar a sua ira. Bem-aventurados todos aqueles que nele confiam” (Salmos 2:12). Spurgeon enfatiza que "beijar o Filho" é um ato de submissão, reverência e adoração. É um chamado à humanidade para se reconciliar com Deus através de Cristo. Aqui vemos a misericórdia do Senhor, que estende graça aos que se rendem, mas também a seriedade de Sua justiça contra os que persistem em rejeitá-Lo.

Este Salmo nos desafia a refletir sobre nossa postura diante de Deus e de Seu Ungido. Estamos nós rendidos ao Seu senhorio, reconhecendo Sua soberania e confiando em Sua graça? Ou estamos seguindo os caminhos de uma rebelião fútil, buscando nosso próprio governo e independência? Que essa reflexão nos leve a uma entrega profunda e sincera ao Rei que governa com justiça e misericórdia.

Que possamos responder ao chamado deste Salmo com adoração e confiança. Em Cristo, encontramos proteção e bênção, pois Ele é o Rei estabelecido por Deus, que reina soberano para sempre. Que nossa oração hoje seja de submissão ao Senhor e de gratidão pelo privilégio de sermos contados entre aqueles que Nele confiam. Amém.

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