Existem momentos em que a ansiedade não nasce da dor, mas da indecisão. O medo de errar pode paralisar a alma. Davi conheceu essa realidade. Ele precisou tomar decisões enormes: fugir ou enfrentar Saul, poupar ou matar seu inimigo, ficar ou partir, confiar ou recuar. Em várias fases da sua vida, Davi estava cercado por incertezas profundas — e isso mexia com seu coração.
A ansiedade sempre cresce quando a responsabilidade é grande e o caminho parece confuso. Mas Davi tinha um hábito que o sustentava: antes de agir, ele buscava a direção de Deus. Ele orava. Ele esperava. Ele perguntava ao Senhor: “Qual é o caminho?”
Poucas coisas geram tanta ansiedade quanto o tempo. Esperar pode ser doloroso — e Davi sabia disso melhor do que muitos. Ele foi ungido rei quando jovem, mas levou anos até que a promessa se cumprisse. Enquanto isso, fugia, se escondia, era perseguido, sofreu traições, enfrentou desertos. A espera prolongada produz inquietações, inseguranças, questionamentos e, por vezes, desânimo.
Mas Davi descobriu algo: a espera não é tempo perdido. É tempo de formação. Deus não apenas cumpre promessas — Ele forma corações enquanto prepara caminhos.
Chegamos ao último dia desta jornada sobre ansiedade com Davi.
E terminamos com um dos versículos mais honestos da Bíblia. Perceba que o salmista não esconde sua angústia — ele conversa com a própria alma. Ele reconhece o abatimento, mas também declara esperança.
Ansiedade não é sinal de fraqueza espiritual. É um sinal de que somos humanos. O que define nossa saúde emocional não é nunca sentir ansiedade, mas o que fazemos com ela.
Davi sentiu, chorou, fugiu, esperou, temeu…mas sempre correu para Deus.